Destaques

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cepe promove cinema para a terceira idade

As sessões acontecem na primeira segunda-feira do mês

Com o intuito de estimular o debate sobre temas relevantes à terceira idade e promover a interação entre as gerações, o Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe) realiza toda primeira segunda-feira do mês, sessões de cinema aberta ao público. Todos estão convidados a assistir ao filme e participar logo em seguida do debate que conta com a participação de um convidado especialista sobre idosos.
             
O Subcoordenador Técnico do Cepe, Jerson Laks, destaca que o evento pretende estimular o debate entre as gerações com a participação ativa dos idosos. “O Cepe é a casa do idoso e de todas as pessoas que se preocupam com a velhice. Nada melhor do que utilizar a sétima arte em prol da terceira idade”.

“Meu pai, uma lição de vida” é o filme da edição que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 1º de setembro, das 18 às 22h, no auditório do Cepe. Estrelado por Jack Lemmon, Ted Danson e Ethan Hawke, o filme relata como o cotidiano da vida familiar é transformado por causa da hospitalização da mãe na velhice, redefinindo valores, novas relações familiares e a redescoberta do amor. Após a sessão, acontecerá uma discussão sobre o tema do filme com a presença do Dr Filipe Gusman, médico especialista em geriatria e atuante em cuidados paliativos.

O Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento é um projeto da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, gerenciado pelo Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br), que tem como objetivo realizar avaliação interdisciplinar dos idosos, promover o envelhecimento saudável e ser um ambiente de debates e formação voltada para a saúde do idoso com perspectiva de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

Filme de setembro: Meu pai, uma lição de vida (dia 1º de setembro)
Horário: das 18h às 22h
Local: Auditório do Cepe (Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento)
Endereço: Avenida Padre Leonel Franca, 248 – Gávea – Rio de Janeiro
Mais informações: (21) 2334-6837
Entrada Franca – capacidade para 200 pessoas

Assessoria de Comunicação
Instituto Vital Brazil  

Ministério da Saúde inicia segunda etapa da vacinação contra HPV

Mais de 4,3 milhões de meninas de 11 a 13 anos já receberam a primeira dose da vacina. Tomar a segunda dose é fundamental para garantir a imunização.

A segunda dose da vacina conta o vírus HPV, que protege contra o câncer do colo de útero, começa a ser aplicada em meninas de 11 a 13 anos, a partir da próxima segunda-feira (1º/9) em todo o Brasil. A aplicação da segunda dose, seis meses após a primeira, é fundamental para garantir a imunização contra o HPV até que receba a dose de reforço, em cinco anos. Com o esquema vacinal completo, a adolescente garantirá a proteção contra o câncer de colo do útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

O Ministério da Saúde passou a ofertar a vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) em 10 de março. Em apenas seis meses, 4,3 milhões de meninas nessa faixa-etária já foram vacinadas, atingindo 87,3% do público-alvo - uma das maiores coberturas para essa vacina em todo o mundo. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% das 4,9 milhões de meninas de 11 a 13 anos residentes no país.

Confira a apresentação

Confira as Perguntas e Respostas

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, todos os estados conseguiram atingir a meta de cobertura vacinal da primeira dose da vacina. “Estamos lidando com efeito de saúde pública de grande magnitude. As estimativas para este ano é de que ocorram 15 mil novos casos de câncer do colo de útero e cerca de 4,8 mil óbitos.  No entanto, a combinação da expansão da imunização contra o vírus do HPV, com a forte mobilização dos estados, municípios, escolas públicas e privadas, e dos meios de comunicação, juntamente com a ampliação da estratégia do Papanicolau nas Unidades Básicas de Saúde, iremos reduzir significativamente os casos de câncer, e alcançar novamente a meta na aplicação da segunda dose”, afirmou o ministro.

A vacinação nas escolas foi o diferencial para o alcance da meta nacional. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda aos municípios repetir a estratégia para a aplicação da segunda dose. Para quem preferir ir ao serviço de saúde, a vacina está disponível, durante todo o ano, nas mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo Brasil.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa informa que “a vacina contra o HPV tem eficácia comprovada e utilizada em mais de 50 países. Há ainda mais de 150 países querendo disponibilizar a vacina, porém, não disponibilizam de recursos em seus sistemas de saúde”. Ele alertou para o fato de que “sem a segunda dose, não há proteção, e que as meninas que ainda não tomaram a primeira dose, podem procurar os postos de vacinação, pois não se trata de uma campanha, e sim, de uma nova vacina que passou a incorporar o calendário de imunização do sistema público de saúde”, disse Jarbas.

TRÊS DOSES – A vacina também está disponível para aquelas que ainda não tomaram a primeira dose. Para receber a segunda dose da vacina HPV, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação na unidade de saúde. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose. Neste ano, serão vacinadas as adolescentes do primeiro grupo (11 a 13 anos). Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, às meninas de 9 anos.

Para o primeiro ano de vacinação, o Ministério da Saúde adquiriu 15 milhões de doses. O SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.

Além de adquirir as doses para a vacinação, o Ministério da Saúde firmou uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Butantan e o laboratório Merck para a produção da nacional da vacina. Serão investidos R$ 1,1 bilhão na compra de 36 milhões de doses da vacina durante cinco anos – período necessário para a total transferência de tecnologia ao laboratório brasileiro. A PDP possibilitou uma economia estimada de US$ 19,7 milhões na compra da vacina em 2014. O Ministério da Saúde pagará R$ 31,02 por dose, o menor preço já praticado no mercado.

CAMPANHA – A partir de 1º de setembro, a campanha publicitária vai orientar os responsáveis sobre a importância da vacina HPV e a ficarem atentos ao período de vacinação nas escolas das filhas ou procurar uma unidade de saúde. Com tema “Cada menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção”, as peças serão veiculadas por meio de cartazes, spot de rádio, filme para TV, anúncio em revistas, outdoors e campanhas na internet.

Nas redes sociais, a campanha ganhará reforço de jovens famosas, como a atriz Klara Castanho (Paulinha de Amor à Vida), de 13 anos, e a atriz, apresentadora e cantora Maisa Silva, de 12 anos. Para aproveitar o sucesso conquistado junto ao público-alvo da campanha - meninas de 11 a 13 anos –, além da grande popularidade nas redes sociais, as atrizes irão gravar voluntariamente vídeos e postar mensagens, convidando as meninas de todo o país para tomar a segunda dose da vacina. O material cedido pelas atrizes teens será utilizado nas páginas oficiais do órgão nas redes sociais. As atrizes Giulia Garcia (Ana das Chiquititas), de 11 anos, e Julia Gomes (Mirian das Chiquititas), de 12 anos, também integram o time de voluntárias. Juntas, elas reúnem 485,6 mil curtidas no Facebook, 656 mil seguidores no Instagram e 264 mil no Twitter.

SEGURANÇA - A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, ela é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países, por meio de programas nacionais de imunização. Estimativas indicam que, até 2013, foram distribuídas cerca de 175 milhões de doses da vacina em todo o mundo. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, ela não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.


SOBRE O HPV – É um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer de colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos.

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/14418-ministerio-da-saude-inicia-segunda-etapa-da-vacinacao-contra-hpv

Ministério da Saúde anuncia estratégia de vacinação contra HPV

 O ministro da Saúde, Arthur Chioro,  anuncia nesta sexta-feira (29/8) a estratégia de vacinação para a segunda dose da vacina contra o HPV. 

Nos três primeiros meses de vacinação da primeira dose, iniciada em março, mais de 4,1 milhões de meninas foram imunizadas em todo o país.
A coletiva será transmitida pela NBR, pelo Blog da Saúde (www.blog.saude.gov.br), Web Rádio Saúde (webradio.saude.gov.br/radio) e pelo Twitter  @minsaude.
Início da vacinação da segunda dose contra HPV

Data: Sexta-feira (29/8)
Horário: 10h
Local: Auditório Emílio Ribas, edifício-sede do Ministério da Saúde (Esplanada dos Ministérios - Bloco G)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nomenclatura numérica para Biológicos pode se tornar barreira comercial

A proposta de utilização de um Qualificador Biológico (BQ) para a nomenclatura de produtos bioterapêuticos foi um dos temas discutidos durante o Pré Icdra, no último domingo (24/8) no Rio de Janeiro. Durante a oficina de trabalho “Nomennclature”, o Brasil apresentou algumas preocupações em relação à proposta, entre elas a indução ao erro por médicos e pacientes no entendimento sobre a qualidade dos produtos e a possibilidade de que a não adesão ao BQ se transforme em barreira comercial.

A proposta do BQ na nomenclatura de bioterapêuticos esta sendo discutida entre os países e prevê a adoção de um código numérico para cada tipo de produto. Para o presidente da Farmacopeia Brasileira, Norberto Rech, a adoção de nomes comerciais ou genéricos já tem sido o suficiente para que os países realizem seu trabalho de monitoramento pós-comercialização e de rastreamento dos produtos.

Confira abaixo a posição da Farmacopeia Brasileira em relação ao tema

Manifestação do Presidente da Farmacopéia Brasileira, Dr Norberto Rech, sobre a proposta de INN para produtos biológicos – resumo dos debates ocorridos no Workshop 3 “Nomennclature” do Pré-ICDRA (dia 24/08/2014)

Alguns aspectos devem ser levados em consideração com relação à proposta de utilização de um Qualificador Biológico (BQ) para as INNs de produtos bioterapêuticos. Para os médicos e pacientes, a adoção do código proposto pode levar a erro ou confusão, sugerindo diferenças em atributos de qualidade e clínicos entre produtos que demonstraram comparabilidade por meio dos estudos preconizados para tanto. Para as medidas de farmacovigilância, não está clara a necessidade de utilização do BQ para diferenciação entre produtos biológicos, visto que, atualmente, o monitoramento pós-comercialização é adequadamente realizado por meio dos nomes comerciais e da Denominação Comum Brasileira (DCB), sendo que, no caso dos medicamentos genéricos, utiliza-se apenas a DCB e o nome da empresa detentora do registro. Muitas autoridades regulatórias já desenvolveram mecanismos de rastreabilidade eficazes, que permitem o monitoramento dos medicamentos ao longo de toda a cadeia produtiva, gerando dados robustos a partir das ferramentas atualmente disponíveis. Deve-se, ainda, levar em consideração que o BQ será estabelecido aleatoriamente (o uso de quatro letras combinadas oferece mais de 160.000 códigos), sem qualquer critério científico. Por fim, a Farmacopéia Brasileira, em consonância com a manifestação de muitos dos presentes no Workshop, acredita ser necessário uma discussão mais ampla com vistas a identificar a real necessidade de tal mecanismo de identificação, cuja utilidade não encontrou consenso na presente oficina de trabalho. Com relação à possibilidade de adesão voluntária das autoridades regulatórias da sistemática proposta de nomenclatura, cabe destacar que a sua adoção poderá resultar em barreira comercial à circulação de produtos oriundos de países que não aderirem ao sistema. Portanto, estaremos frente a uma barreira comercial travestida de barreira sanitária, ao mesmo tempo em que, na prática, serão desconsideradas as autonomias nacionais para a definição destas nomenclaturas.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

Saúde destina R$ 25,1 mi para Amazonas

O recurso será investido na abertura de leitos de UTI, na estratégia Rede Cegonha e em ações de prevenção à AIDS no estado
O Ministério da Saúde liberou R$ 25,1 milhões para ampliar a assistência à saúde no estado do Amazonas. O objetivo do repasse é reforçar ações estratégias de Média e Alta Complexidade (MAC) do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, garantindo mais qualidade no atendimento à população amazonense. Esse recurso garante o pagamento de procedimentos como quimioterapia, financiamento de hospitais de pequeno porte, centros de especialidades odontológicas, laboratórios de prótese dentária, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e habilitação de leitos.
Do total de recursos, R$ 22,1 milhões serão destinados ao custeio de leitos de UTI adulto e pediátrico, garantindo o cuidado intensivo para pacientes em estado grave nos hospitais da região.  Deste valor, R$ 8 milhões serão aplicados no custeio de leitos para gestantes de alto risco. A ação faz parte da estratégia Rede Cegonha, que tem como uma das principais metas incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mulheres e crianças, desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do filho.
PREVENÇÃO E CONTROLE DE AIDS - Além disso, o Ministério repassou ao estado R$ 3 milhões para desenvolvimento de ações para reduzir a incidência de aids no estado. Esse recurso será usado em ações para redução dos óbitos e por co-infecções (quando o organismo sofre com duas ou mais doenças ao mesmo tempo); ações de prevenção para populações vulneráveis e o aumento da capacidade e eficiência dos serviços de saúde.
As taxas de detecção de aids no estado do Amazonas aumentaram quando comparadas aos demais estados e ao Brasil. No ano de 2002, o estado era o 12º no ranking nacional passando para 3º no ano de 2012. Neste último ano, a taxa de detecção do estado foi de 29,2 casos por 100 mil habitantes, sendo 44,7% maior que a taxa do país.
No estado foram registrados - de 1983 a junho de 2012 - 10.773 casos de aids, representando 30,7% dos casos acumulados na Região Norte e 1,6% dos casos identificados no Brasil. O recurso faz parte da cooperação interfederativa entre o  estado, regiões e municípios prioritários e o Ministério da Saúde. 
Os recursos destinados para o estado do Amazonas estão publicados no Diário Oficial da União (D.O.U), nas portarias 1.7951.7961.797 e 1.798.


Corrida da Independência vai homenagear Vital Brazil

Largada será em Niterói e percorrerá 460km até Campanha, cidade natal do cientista que criou o Instituto

Para o dia 29 de agosto, a Prefeitura Municipal de Campanha, em Minas Gerais, em parceria com o Instituto Vital Brazil organiza a Corrida da Independência, considerada a maior corrida pedestre de revezamento do mundo, feita por um só grupo. Esse ano, terá início em Niterói, sede do Instituto, com saída marcada para 8h, e encerramento na cidade de Campanha.

A corrida acontece desde 1972, e consiste em um movimento cívico-patriótico e esportivo-cultural, onde 21 atletas da cidade de Campanha correm em revezamento contínuo, dia e noite, com a condução da “Tocha Olímpica”. Essa será a 32º edição da corrida e terá homenagem dupla: aos 95 anos do Instituto Vital Brazil, que foi comemorado em 3 de junho desse ano, e aos 150 anos que o cientista Vital Brazil Mineiro da Campanha faria, se estivesse vivo, em 28 de abril de 2015. O evento também marca a Abertura Oficial da 56º Olimpíada Campanhense e o Dia Nacional do Profissional de Educação Física. As comemorações dos 150 anos do cientista, no próximo ano, terão outras atividades nas duas cidades.

A corrida – Vinte e um atletas masculinos amadores, da cidade da Campanha, são divididos em três grupos de sete corredores. Cada grupo corre em revezamento por 10 km e conduzirá a Tocha Olímpica que sairá de Niterói, passa por Juiz de Fora e segue até Campanha, num percurso de 460km feito em aproximadamente 36horas.  A corrida já teve sua saída de quase todas as capitais brasileiras. Passou por 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal, Buenos Ayres (Argentina), Montevideo (Uruguai) e Assunção (Paraguai). A maior corrida realizada saiu de Porto Velho (Roraima) com um trajeto de 3,6 mil km, percorridos em 11 dias.

O Instituto - O Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br) é uma instituição de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde. Fica sediado na Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.

Assessoria de Comunicação
Instituto Vital Brazil 

Abimo organiza Missão Cultura Exportadora no Brasil e na Alemanha

Com a indagação Sua empresa já esta preparada para participar de uma feira internacional?, a Abimo dá início ao programa que tem por objetivo levar empresários brasileiros que não possuem experiência em feiras internacionais para visitarem a principal feira do setor médico-hospitalar do mundo – Dusseldorf (Alemanha), possibilitando que se reúnam com possíveis clientes e fornecedores, conheçam concorrentes e se familiarizem com o ambiente de uma exposição internacional.   São apenas 15 vagas e as inscrições vão até o dia 18 deste mês.
A Missão Cultura Exportadora terá duas fases, uma no Brasil e outra que acontecerá durante a Feira Medica – Dusseldorf, entre os dias 12 e 15 de Novembro.
Na fase 1, no Brasil, a Abimo organizará uma reunião preparatória para a Missão, onde profissionais convidados falarão sobre a preparação, organização e dinâmica da feira. Nesta reunião também serão entregues as agendas de negócios.
Com o apoio de uma empresa de matchmaking, reuniões serão agendadas entre os dias 12 e 15 de Novembro durante a Feira Médica.  De Dusseldorf. Serão quatro dias de reuniões de negócios, com players do setor.
Cada empresa receberá uma agenda individual e personalizada com encontros de acordo com seu interesse e perfil. Entre os encontros estarão fornecedorescompradores,
competidores  e visitas externas.
Esta missão é destinada somente a empresas que não sejam expositoras da Feira Medica e é indicada para aquelas com pouca experiência em eventos internacionais.

SERVIÇO
Para as empresas que estiverem interessadas em participar desta missão comercial, favor preencher o formulário de inscrição e termo de compromisso,anexo e encaminhar os documentos preenchidos e devidamente assinados para o e-mail katherine@abimo.org.br  
O prazo  para as inscrições encerra-se no dia 18 de Julho de 2014 (sexta-feira) ou até o fim das vagas (apenas 15 vagas).
Business Intelligence Coordinator

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vital Brazil produz lote piloto de medicamento contra doença rara

MS vai economizar mais de R$ 50 milhões em 5 anos com remédio para acromegalia

O Instituto Vital Brazil comemora a produção, no dia 26 de agosto, do lote piloto da Octreotida solução injetável, medicamento utilizado no tratamento da acromegalia que atinge mais de 7 mil brasileiros. A produção é uma parceria entre o Instituto e a Hygeia. “O medicamento é uma das parcerias de desenvolvimento produtivo assinados com o Ministério da Saúde para entrega à população por meio do Sistema Único de Saúde. É uma grande conquista”, disse o presidente do Instituto, Antônio Werneck”.

A produção da Octreotida faz parte de um termo de compromisso entre o Vital Brazil e o Ministério da Saúde, firmado em abril de 2010, que garante a compra do medicamento produzido pelo instituto. O acordo prevê a fabricação verticalizada, que é o desenvolvimento do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produção e registro do medicamento. O Ministério da Saúde, por meio desses acordos de compromisso, estimula a produção nacional de insumos farmacêuticos ativos e medicamentos dentro de uma estratégia do que ele precisa comprar, que garanta a independência tecnológica. Historicamente, o Brasil depende de aproximadamente 85% de IFAs estrangeiros. "No contexto da política do Complexo Industrial da Saúde marcada pelas PDPs, a produção dos lotes pilotos da Octreotida é um marco no que diz respeito à consolidação de um modelo de negócio extremamente inovador”, disse Clarice Pires, da Hygeia.

Para que o medicamento seja desenvolvido não basta o acordo com o Ministério da Saúde. Este prevê apenas a compra do produto final. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, financiou parte da pesquisa, uma parceria entre o Vital Brazil, a Hygeia e a UFRJ.

Em 2013, O Sistema Único de Saúde gastou cerca de R$ 60 milhões com o medicamento importado. Ao passar a comprar do Instituto Vital Brazil, o projeto prevê a redução de 15% dos gastos no primeiro ano e 5% nos anos subsequentes. Isso resulta em uma economia de mais de R$ 53 milhões, em 5 anos, para o Ministério da Saúde.

Para 2015, o projeto prevê o fornecimento dessa apresentação (injetável) para o Ministério da Saúde ainda com IFA importado e, a partir de 2018, com o IFA produzido no Brasil.

A acromegalia é uma síndrome rara causada pelo aumento da secreção do hormônio de crescimento (GH). Causa crescimento desordenado nas partes moles, como mãos, pés e face. Dados do Ministério da Saúde, de 2008, apontavam para 7 mil pacientes com essa doença no Brasil.

O Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br) é uma instituição de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde. Fica sediado na Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.

Assessoria de Comunicação
Instituto Vital Brazil 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Com apoio tecnológico do Tecpar, empresa de Curitiba entra em novos mercados

Criar novos produtos e descobrir novos nichos de mercado são atividades inerentes ao empresário, que precisa estar sempre inovando para ser competitivo. A disposição em implantar melhorias, porém, pode esbarrar em alguns percalços: como fazer e, principalmente, qual o recurso necessário? Para dar suporte à inovação, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já atendeu mais de 400 empresas paranaenses dentro do programa da Rede de Extensão Tecnológica do Paraná.

O apoio tecnológico do programa, coordenado pelo Tecpar, trouxe resultados significativos às empresas. Um exemplo é a Spotlux, indústria localizada na Cidade Industrial de Curitiba que atua no ramo de iluminação. A empresa produz refletores há 12 anos e estava buscando entrar no segmento de iluminação pública. Para isso, criou uma luminária própria para instalar em postes, mas, para disputar licitações, era preciso que o produto fosse testado e validado por algum instituto acreditado.

Foi quando a diretora da Spotlux, Maria Angela Pinheiro Margutti, que já tinha buscado soluções tecnológicas junto ao Tecpar para a sua empresa, descobriu que o instituto operacionalizava o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) no estado. Enquadrada no programa, a empresária recebeu consultoria para identificar sua necessidade e foi encaminhada à instituição que poderia fazer os testes necessários para obter os relatórios de ensaio que comprovaram a eficácia de seu produto. “No total, foram realizados 21 ensaios, subsidiados. Estávamos em busca de um diferencial mercadológico, mas não teríamos conseguido custear os testes. Com o apoio que recebemos hoje somos a única empresa em Curitiba com essa validação técnica”, comemora Maria Angela.

Empresários que receberam apoio tecnológico estiveram neste mês no Tecpar para avaliar os resultados do projeto. Os representantes de empresas paranaenses apresentaram relatos de melhorias nos processos, novos produtos e acesso a mercados internacionais após receberem o apoio. Ao todo, mais de 400 empresas paranaenses receberam consultoria tecnológica do Sibratec, que subsidia atividades de melhorias no processo produtivo das empresas, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meios de redes de extensão, implantadas em 22 estados e conveniadas com institutos de pesquisa. Hoje, o projeto está em fase final de atendimento e não há como empresários buscar o apoio pelo Sibratec. Interessados em soluções tecnológicas podem buscar informações sobre os serviços oferecidos pelo Tecpar pelo site www.tecpar.br

O programa
A Rede de Extensão Tecnológica do Paraná, que opera o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é formada por representantes do Tecpar, coordenador e executor do programa, além da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária (Fundarauc), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Sebrae-PR. Pelo programa, micro, pequenas e médias empresas recebem apoio tecnológico para melhorar seu desempenho e se tornarem mais competitivas no mercado nacional ou internacional.

Para atender a um maior número de empresas, a Rede de Extensão Tecnológica do Paraná adota como metodologia a identificação de necessidades comuns a elas, que se tornam temas a serem abordados em seminários e workshops. Após esses eventos, as empresas podem receber atendimento individualizado para que os técnicos implantem melhorias no processo produtivo. O instituto oferece atendimento tecnológico com unidade móvel, adequação de produto para o mercado externo e gestão do processo produtivo às empresas participantes do projeto.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cade recomenda condenação de empresas da Eli Lilly

Superintendência-Geral recomendou a condenação por abuso com a finalidade de prejudicar a livre concorrência, segundo nota.
Eli Lilly: de acordo com as investigações, a indústria farmacêutica tentou
 alterar ilegalmente escopo original do pedido de patente
São Paulo - A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a condenação das empresasEli Lilly do Brasil e Eli Lilly and Company por abuso com a finalidade de prejudicar a livre concorrência, segundo nota enviada à imprensa.
O parecer publicado nesta quarta-feira aponta que a empresa tentou manter a comercialização exclusiva do medicamento Gemzarm, usado no tratamento de pacientes com câncer, movendo ações contraditórias e enganosas no Poder Judiciário e na Administração Pública.
"A estratégia da Eli Lilly era obter e prolongar indevidamente o monopólio temporário do princípio ativo", informou o Cade sobre o medicamento que tem como o princípio ativo o cloridrato de gencitabina. O processo segue para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final. Caso seja condenada, a empresa poderá pagar multa de 0,1 a 20 por cento de seu faturamento.
Segundo a Superintendência, depois de negativas do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) em conceder a patente do medicamento à empresa, ela recorreu ao Judiciário para obter a exclusividade do produto, mesmo tendo conhecimento de que o princípio ativo é de domínio público.
De acordo com as investigações, a indústria farmacêutica tentou alterar ilegalmente o escopo original do pedido de patente. Segundo o Cade, a empresa também buscou impedir o Inpi de proferir decisão final sobre a exclusividade por meio de liminar no Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região. Além disso, sob o argumento de que o Inpi estava demorando a concluir a matéria, a empresa conseguiu obter o monopólio temporário do produto no TRF da 1ª Região.
A Eli Lilly ainda moveu ações que, segundo a Superintendência do Cade, tinham o objetivo anticompetitivo, em juizados diferentes, recorrendo de decisões desfavoráveis a ela.
Fonte: Exame.com

Análise Especial - GUIDO MANTEGA

Ao VALOR ECONÔMICO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, renova boa parte do discurso otimista do governo em relação à conjuntura e afirma que o segundo semestre já dá sinais de retomada do crescimento.

Para Mantega, 2015 trará também o aquecimento da indústria.

A entrevista exclusiva com o ministro é manchete do VALOR, que explora não só o discurso econômico encampado por ele, mas também seus reflexos políticos.

No texto de abertura, jornal especializado destaca, por exemplo, que Mantega recomenda para o próximo ano uma política fiscal mais apertada e uma monetária mais flexível, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita.

Entre os temas abordados, destacam-se:

Reajuste dos combustíveis - "Não se pode automatizar porque não pode dar previsibilidade de aumento de preços. Isso influi no mercado. Nenhum governo fez isso. Agora, não tem um ano sem aumento".

Inflação - "O governo não brinca em serviço com inflação, mesmo num ano eleitoral. Agora que a inflação chegou em um ponto satisfatório...

Política fiscal em 2015 -"Estamos saindo da política anticíclica e passando para a normalização (...) No próximo ano não precisará ser assim. Basta uma política fiscal mais restritiva e uma política monetária mais expansiva. É claro que isso é uma decisão do Banco Central, é bom deixar claro. Mas o que eu estou dizendo é que as condições estabelecem isso".

Contas públicas - "As nossas contas públicas estão absolutamente organizadas. O superávit primário, embora menor do que em 2008, é um dos maiores do mundo. Dizer que há uma desorganização fiscal é um absurdo".

Indústria - "Um dos setores que está com mais dificuldades hoje é a indústria porque falta de mercado. O mercado interno não cresceu por causa da falta de crédito e o mercado externo também não está crescendo (...) A indústria levou um tombo em junho e em julho já voltou. Agora (com as medidas recentes) vai ter mais crédito, as vendas vão aumentar (...) Nós estamos fazendo um grande esforço. O problema é que o investimento tem muito a ver com a indústria (...) O consumidor estava com uma atitude mais prudente em relação ao crédito, talvez por causa da inflação. Agora vê a inflação sob controle e que pode voltar a comprar a crédito. A confiança da indústria vem depois. Essa questão de confiança é uma questão geral.

Recessão - "A economia é um conjunto de dados. Se você me disser que a economia está em crise com pleno emprego, é uma contradição. A economia está em crise com a bolsa subindo há vários meses consecutivos? A economia está em crise com grande fluxo de investimento externo direto? Bom, que raio de crise é essa? Ela poderia estar crescendo mais, mas isso não é tudo. É preciso olhar o conjunto da situação. Um dos pilares da economia é a demanda. Esse pilar está resguardado. A inadimplência foi saneada. A indústria automobilística está íntegra".

Crise na Petrobras - "A Graça Foster é uma excelente executiva, uma excelente presidente da Petrobras. A conduta dela sempre foi irreprovável. Em todas as empresas você pode ter um mal feito, não é? Em uma empresa desse tamanho não é diferente".

TJLP - "A TJLP não pode ser tratada que nem sanfona. A Selic é uma taxa de curto prazo e tem que ter flexibilidade por causa da política monetária. A TJLP é taxa de juros de longo prazo. Se você tratar a TJLP como uma taxa de curto prazo, você está perdido, porque aí o longo prazo ficará turbulento. Se a Selic ficar muito tempo num patamar elevado, aí sim teremos que ajustar a TJLP, como já fizemos em outras ocasiões".

Cenário eleitoral - "O meu trabalho é tentar deixar a economia fora da questão política. É trabalhar a economia de forma a deixá-la fora das interferências políticas, porque não é bom para a economia. A economia tem que seguir o seu curso e ter mais estabilidade que a política. O cenário político se move, mas a economia tem que ser estável".

Permanência no governo -"Não posso olhar também para um segundo mandato. Eu tenho que olhar para o presente e até o final deste mandato. A minha missão é conduzir a economia da melhor forma possível até o fim do mandato".

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Produção de antígenos do Tecpar cresce nos primeiros sete meses do ano

O Laboratório de Antígenos Veterinários do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já produziu neste ano 100 mil doses a mais de antígenos para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina em comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento da produção é resultado do aumento da demanda por secretarias estaduais de agricultura de todo o país, que ampliaram a fiscalização no combate às doenças.

As duas doenças são zoonoses, o que significa que elas podem ser transmitidas ao ser humano. Além de impactar na saúde pública, a brucelose e a tuberculose causam prejuízos econômicos à agropecuária brasileira, principalmente em relação à produção de carne e leite.

Ao longo de 2013, o laboratório do Tecpar produziu 8,4 milhões de doses de antígenos, atendendo ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nos sete primeiros meses do ano passado, a unidade produziu 3,95 milhões de doses, 100 mil doses a menos do que foi fornecido no mesmo período deste ano (4,05 milhões) – esse acréscimo representa uma alta de 2,5% na produção. A tendência é que até o final do ano de 2014 o aumento seja ainda maior.

De acordo com o médico veterinário Rubens Chaguri de Oliveira, gerente do laboratório, a produção aumentou devido à criação de novas legislações estaduais, que formalizaram programas de combate às doenças. “O Paraná foi o primeiro estado a ter uma lei que torna mais rigorosa a fiscalização contra a brucelose e tuberculose bovina. Vários estados, porém, estão adotando um rigor maior no controle das doenças, o que aumenta a procura pelos antígenos do Tecpar”, explica Oliveira.

Antígenos
O LAV produz kits para diagnóstico de tuberculose, compostos por frascos de 50 doses de Tuberculina PPD bovina e outras 50 doses de Tuberculina PPD aviária, além de kits para diagnóstico de brucelose, que contêm 200 doses de antígeno acidificado tamponado, 62 doses para prova lenta em tubo e outras 200 doses para prova do anel do leite (“ring test”). Pelos acordos de comercialização, o Tecpar entrega em consignação os kits de diagnóstico às secretarias estaduais, que vendem aos veterinários habilitados no PNCEBT para diagnosticar as doenças.

Doenças
De acordo com o Ministério da Agricultura, a brucelose, causada pela bactéria Brucella abortus, afeta bovinos, suínos, equídeos, caprinos e ovinos, e não tem cura. A única maneira de evitá-la e impedir a contaminação dos seres humanos é por meio da vacinação de bezerras. A doença é transmitida, segundo o ministério, de um animal contaminado para o homem, quando há contato com restos de placenta, há a ingestão de leite cru ou mal fervido, ou no caso de a pessoa se alimentar com seus derivados, como queijo, manteiga e nata, feitos com leite cru.

Já a tuberculose, causada pela bactéria Mycobacterium bovis, pode ser transmitida para bovinos, bubalinos, cães, gatos e também ao homem, segundo o ministério. Uma das principais características da doença é o surgimento de caroços que podem ser localizadas em qualquer órgão do animal. A doença é transmitida de um animal contaminado para o homem quando ocorre o consumo de leite cru ou mal fervido, de derivados feitos com leite cru, a ingestão de carne e seus derivados mal cozidos e a convivência com os animais doentes.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Workshop Internacional Toxicogenômica




APRESENTAÇÃO

A toxicogenômica, resultado da fusão disciplinar da toxicologia e da genômica, constitui-se em um novo campo de conhecimento, estratégico à área da saúde. Com o desenvolvimento dessas tecnologias espera-se obter vantagens significativas sobre os métodos de análise toxicológica tradicionais como: a detecção antecipada de alterações patológicas ao nível do genoma; o aumento da sensibilidade dos testes de detecção; a ampliação das condições ambientais de avaliação das reações dos organismos vivos; a capacidade de gerar extrapolações com resultados estatisticamente mais precisos e seguros; a possibilidade de obtenção de testes mais rápidos e confiáveis de respostas dos organismos vivos, em diferentes estágios da vida e em função de sua variabilidade genética; e a possibilidade de substituição de testes in vivo em animais de laboratório para testes in vitro em células e tecidos vivos. A possibilidade de reunir profissionais de instituições públicas e privadas, que têm desenvolvido este conhecimento há mais de uma década, torna-se extremamente oportuno no sentido de discutir e assimilar experiências de implementação de mecanismos regulatórios e de novas tecnologias de análise e controle de substâncias perigosas.

Objetivos do evento
•          Conhecimento das políticas de Ciência e Tecnologia e das práticas de gestão tecnológica adotadas por órgãos públicos e privados, de referência internacional, no desenvolvimento da toxicogenômica.
•          Difusão e debate das experiências dos palestrantes junto à comunidade acadêmica, de agências reguladoras, de órgãos de planejamento e implementação de políticas públicas na área da saúde.
•          Ampliação da agenda de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico da toxicogenômica no Brasil.
•          Ampliação das redes de pesquisa iniciadas a partir da Rede Nacional de Métodos Alternativos
•          Aprendizado na geração e na implementação de mecanismos regulatórios e de novas tecnologias voltadas à análise e ao controle do risco de substâncias perigosas.

Público alvo
O público-alvo deste workshop envolve: acadêmicos (professores, alunos de graduação e pós-graduação); profissionais de órgãos planejadores e executores de políticas públicas em nível nacional, das áreas da saúde, do meio ambiente, do desenvolvimento científico e industrial; e profissionais de empresas ligadas notadamente ao ramo químico-farmacêutico.

Comitê Científico
Prof. Roberto Pontarolo – Departamento de Farmácia (UFPR)
Prof. João Lauro Viana de Camargo – Depto. de Patologia (UNESP) Profª Gisela de Aragão Umbuzeiro – Fac. Tecnologia (UNICAMP) Profª Elza Tiemi Sakamoto Hojo – Depto. de Biologia (USP)
Prof. Victor Pelaez – Depto. de Economia (UFPR)

Programas de Pós-Graduação envolvidos
Biociências e Biotecnologia – Fundação Oswaldo Cruz – PR Ciências – Bioquímica – UFPR
Ciências Farmacêuticas - UFPR Direito – UFPR
Patologia – Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Políticas Públicas - UFPR
Segurança Alimentar e Nutricional – UFPR

Comissão Organizadora

  • Victor Pelaez (Coordenador do Evento) - PG em Políticas Públicas (UFPR)
  • Letícia Rodriques da Silva – Pesquisadora do Observatório da Indústria de Agrotóxicos (UFPR)
  • Carlos Eduardo de Andrade Lima da Rocha - Vice Diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Instituto Carlos Chagas – FioCruz
  • Mário Santos Moreira – Coord. de Gestão do Instituto de Biologia Molecular (PR)
  • Andréa Rodrigues Ávila – Coord. do Programa de PG em Biociências e Biotecnologia – FioCruz (PR)
  • Sila Mary Rodrigues Ferreira – Coord. do Programa de PG em Segurança Alimentar e Nutricional (UFPR) Sílvia Maria Suter Correia Cadena – Coord. do Programa de PG em Ciências/Bioquímica (UFPR)
  • Daiane Cristine de Souza – Mestranda do Programa de PG em Políticas Públicas.

Inscrições
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas via e-mail para politicaspublicas@ufpr.br, informando o nome completo, instituição, cargo/função.
A confirmação da inscrição está condicionada ao limite de vagas.



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Saúde cria nova regulação para a produção nacional de medicamentos e equipamentos

Proposta amplia o monitoramento do governo federal e define prazo para que as empresas concorram com projetos. Consulta pública está aberta
O Ministério da Saúde coloca em consulta pública a portaria que estabelece os critérios para a realização das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). É a consolidação de um novo marco regulatório adotado pelo governo federal na gestão dos acordos entre instituições públicas e privadas que visam produzir medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o SUS. Entre os principais ganhos está o fortalecimento do monitoramento por parte do governo federal e a definição de prazos para as empresas apresentarem as propostas de transferência tecnológica.

Clique aqui para acessar a consulta pública

“Estamos consolidando esta política em um único instrumento normativo e fortalecendo a segurança e a governança de todo o processo das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo. A portaria configura uma política de Estado, em que as decisões serão interministeriais”, afirma o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Atualmente, existem 104 parcerias em curso para a produção nacional de 97 insumos de saúde, envolvendo 19 laboratórios públicos e 57 privados. Desse total, 29 já possuem registro na Anvisa e 19 deles estão no mercado.
Esses acordos, além de garantir autonomia do processo de produção de medicamentos e o abastecimento dos serviços públicos de saúde, devem gerar uma economia de R$ 4,1 bilhões por ano em compras públicas.
Pela proposta, o Ministério da Saúde publicará a lista de produtos de maior interesse para a saúde pública brasileira até o fim do ano e as empresas terão até abril para apresentar seus projetos. A partir daí, começa a fase de análise técnica, que será feita por um grupo interministerial (Saúde, Ciência e Tecnologia, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio), com a participação de representantes de outros órgãos, como BNDES, Anvisa e Finep. Todos os projetos, aprovados ou não, terão seus resultados divulgados e acessíveis à população.
Outra mudança se refere ao início da compra do produto por parte do Ministério da Saúde. O que marcará o início da Parceria de Desenvolvimento Produtivo é a primeira aquisição do produto, de forma que as empresas assumam o compromisso com a transferência da tecnologia.  O prazo máximo para a conclusão do projeto será de dez anos. Uma comissão técnica fará a avaliação constante da proposta, podendo, inclusive, suspender os projetos que estão parados ou que não estão cumprindo os critérios da PDP. As medidas dão maior segurança para as empresas e melhoram o monitoramento por parte do governo.
“Percebemos a  necessidade de consolidar e detalhar as responsabilidades de todos os atores envolvidos, como o setor produtivo público e privado. Ao utilizar o poder de compra do estado brasileiro, articulado com outros instrumentos, como financiamento e regulação, o governo federal está dando um importante salto na transformação do conhecimento científico em produto para a saúde. Não estamos simplesmente comprando produtos, estamos adquirindo tecnologia”, destacou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.
O marco regulatório estabelece ainda regras para a definição dos preços do produto durante a vigência da parceria e para o registro sanitário do medicamento. O valor unitário, que deverá ser decrescente ao longo do período de duração da parceria, poderá ser renegociado diante de mudanças no mercado, como o fim de uma patente, garantindo economia aos cofres públicos. Fica mantida a contrapartida do Ministério da Saúde de adquirir o produto da PDP para oferta no SUS durante a vigência do acordo, dando estabilidade às instituições e empresas envolvidas.
Sobre o registro sanitário, o objetivo do governo federal é acelerar a autorização da comercialização dos produtos que vão fortalecer a indústria nacional e que sejam importantes para o acesso à saúde da população. Além de exigir que a instituição pública tenha acesso a todos os documentos para o processo de registro do produto, caso ainda não possa ele mesmo protocolar o pedido, a Anvisa deverá concluir as análises dos projetos de PDP em até 60 dias.

Fotos Reunião da ALFOB com Ministro da Saúde durante a apresentação do novo marco regulatório sobre as PDPs

O texto completo da Consulta Pública para as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, poderá ser encontrado no link:

Deveremos organizar um plano de trabalho para avaliar o documento em conjunto com todos os Laboratórios Oficiais, e, sintetizar os comentários para que a ALFOB encaminhe seus comentários como legítimo representante dos Associados.

Gostaria destacar a relevância das palavras do Ministro sobre a redução do orçamento para o próximo exercício de 2015; mais de 5 bilhões estarão sobre a governança dos parlamentares.... sendo assim, entendo que deveríamos compor, com a maior brevidade possível, um grupo força tarefa para desenvolver um grande esforço individual e coletivo no sentido de sensibilizar nossos Deputados e Senadores que proponham projetos de emendas ao orçamento que possam vir a ser revertidos em favor dos Laboratórios Oficiais e de cada Associado.

Permanecemos a disposição, no aguardo de novos encaminhamentos,

Fotos tiradas, pelo fotografo oficial do MS, Erasmo Salomão, durante a reunião de ontem(13/08/2014) com o Ministro da Saúde, quando nos foi apresentado o novo marco regulatório para as PDPs que culminou com a disponibilização da consulta pública que deverá ser, preferencialmente, respondida por cada Instituição dentro do prazo de 15 dias.








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